09/11/2009

Pagerank 4 !!!

Ola a todos !!!

O blog acaba de atingir o Pagerank 4 do Google !!!
Para quem nao conhece, quanto maior o pagerank de um site, melhor sua relevância de conteúdo.
Obrigado a todos que me ajudam diariamente a fazer o Falando de Varejo cada vez maior e melhor.

Obrigado mesmo,

Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo
FALANDO DE VAREJO
www.falandodevarejo.com.br

Pedigree no ponto-de-venda

A Mars desenvolveu uma ação para a marca Pedigree focada no pdv. A iniciativa é parte do projeto “Adotar é Tudo de Bom”, que busca conscientizar o público a ajudar cães que vivem abandonados. Durante o período da ação, veterinárias ou biólogas convidarão os consumidores a assistirem ao vídeo nos totens interativos equipados com telas touchscreen. O trabalho acontece entre os dias 6 e 29 de novembro, em hipermercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Fonte: Giro News

PDV influencia brasileiros na hora da compra

As ações e promoções feitas diretamente nos pontos de venda são os fatores que mais influenciam os consumidores brasileiros a tirar o dinheiro do bolso para adquirir produtos. Além disso, passado o período de maior instabilidade e de receio em relação à economia global, as pessoas já se sentem mais a vontade para voltar a colocar em seu carrinho de compras os seus itens preferidos, que tinham sido deixados de lado ou substituídos por outros mais baratos.

As conclusões são alguns dos resultados principais do estudo "Crise ou Incerteza?", realizado pela Nielsen em 50 países, do qual participaram mais de 17 mil pessoas. Segundo os resultados obtidos junto aos pesquisados no Brasil, o atual período aponta para um crescente otimismo em relação à economia nacional e global, o que tende a impulsionar o consumo.

Em termos de confiança, os brasileiros ocupam o quarto lugar entre os países pesquisados pela Nielsen, ficando atrás da Indonésia, Índia e das Filipinas. Enquanto a média global de confiança ficou em 82 pontos, a do Brasil atingiu 96. De acordo com a pesquisa, as ações de ponto de venda são responsáveis por incrementar em 55% as vendas dos produtos.


Outro ponto importante apontado pelo estudo diz respeito à maneira como os brasileiros estão indo ás compras. Se anteriormente o hábito de encher os armários e estocar uma grande quantidade de mercadorias era comum, agora os consumidores estão indo mais vezes aos pontos de venda, mas comprando uma quantidade de itens menor.


O potencial de consumo das classes D e E cresceu, fazendo com que esses dois níveis socioeconômicos sejam responsáveis por 36% de todo o consumo médio do País. O valor do tíquete médio da classe C caiu 4% em relação à pesquisa anterior, o que indica um aumento da freqüência das compras e a aquisição de menos itens.


Itens das prateleiras




O estudo também mediu a oferta de produtos disponíveis aos consumidores em diferentes categorias. As bebidas energéticas foram um dos quesitos que mais se destacaram e chamaram a atenção dos consumidores nos pontos de venda. A entrada de novas marcas e players no segmento fez com que a categoria crescesse 47,7% no primeiro semestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado.


A categoria de isotônicos também obteve destaque, com crescimento de 27,9%, seguida da de iogurtes, com 10,5% de crescimento graças ao surgimento de novas linhas, com destaque para os itens light e funcionais.


Fonte: Meio & Mensagem Online

ABF estima que no final do ano entre 20 e 25 mil novos postos de trabalho devam ser criados

Com a forte expansão do setor de franquias e a retomada da atividade econômica, a Associação Brasileira de Franchising (ABF), prevê para dezembro, um aumento no volume das vendas, em torno de 35%. Com isso, cerca de 25 mil oportunidades de empregos temporários devam ser criadas pelas franquias até o final deste ano.

De acordo com a ABF, as redes admitem que embora as vagas sejam temporárias sempre há possibilidade de efetivação. “O setor está em plena expansão de unidades franqueadas. Mesmo que a efetivação não seja imediata, um bom colaborador nunca é esquecido”, afirma Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação.

Dentre as franquias consultadas pela ABF, os setores que mais criarão vagas para atender a demanda de final de ano são do segmento de Alimentação, Acessórios Pessoais e Calçados, Vestuário, Cosmético e Perfumaria, Beleza, Saúde e Produtos Naturais e Bebidas, Cafés, Doces e Salgados.

“É natural que as franquias do setor de serviços (escolas de inglês, informática, limpeza, entre outros) não abram vagas nesse período. Porém, todas as redes que atuam no comércio sentem o aumento do fluxo dos consumidores por conta das compras de final de ano”, completa Camargo.

Atendentes, profissionais de venda, operadores de caixa, estoquistas, auxiliares de produção e gerentes lideram a abertura de vagas. Em relação ao perfil dos candidatos destacam-se jovens dinâmicos entre 18 e 28 anos, com ensino médio completo e disponibilidade de horário. Para algumas oportunidades, não há exigência de experiência.

A rede de acessórios Chilli Beans, por exemplo, disponibilizará 760 vagas. O Habib´s oferecerá 300 oportunidades de emprego. A rede Spoleto, também de alimentação, vai prover 250 vagas. Já o Bob´s terá um aumento de 10% das chances, com a abertura de 1000 vagas. O Boticário e a Depyl Action irão preencher 200 vagas cada uma. A Restaura Jeans e Fábrica di Chocolate abrirão pouco mais de 100 novas oportunidades.

Ricardo Camargo declarou que o setor de franquias está aquecido em todo País. O número de unidades deve crescer em 2009 6% em relação a 2008, revertendo em novos postos de trabalho.

Mais informações: www.portaldofranchising.com.br

Crise dá impulso a empresas de consultoria de marcas

Se por um lado a crise internacional postergou os investimentos em design, também ampliou a demanda para a área de consultoria de marcas, serviço conhecido como branding, que envolve o desenvolvimento de imagem moderna para a empresa. É o que apontam as empresas Ana Couto Branding & Design, GAD, Digital Branding e Haus Design, que esperam crescer até 30%, acima das expectativas desse setor para este ano. A Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), que reúne 150 empresas do setor, prevê movimentação de R$ 100 milhões para 2009, próxima à de 2008. Para 2010, estima crescimento de 30%.

"Em um período de incerteza, as empresas que têm uma marca mais forte têm vantagem competitiva muito maior", pontua Natascha Brasil, sócia diretora da Ana Couto Branding & Design. A agência vai encerrar o ano com um crescimento de 30% no faturamento e com 10 novas contas em sua carteira de clientes, entre eles Cosan, Topper, Alpargatas e Hypermarcas.

Entre os projetos executados este ano, a empresa destaca a mudança nas logomarcas da Cosan, do setor sucroenergético, e da Topper, fabricante de artigos esportivos. Foi a primeira vez que a sucroalcooleira alterou sua identidade visual desde 1936. A empresa também está reposicionando suas marcas desde 2008, após a compra da Esso. Já a Topper busca reposicionar sua marca globalmente.
A executiva ressaltou ainda que o custo também se destaca como outro atrativo ao setor no período de crise. "Os investimentos em branding geralmente não ultrapassam R$ 1 milhão e o impacto das ações duram mais do que uma campanha publicitária", reforça a empresária, que cita aberturas de capital, processos de internacionalização e a contabilização financeira das marcas como outros fatores que favorecem o setor.

Outra empresa que espera crescer 15% é a GAD, por conta da consolidação do processo de aquisição da Brivia, agência digital com sede em Porto Alegre (RS), feita há um ano, para expandir a atuação da empresa na internet. Segundo Luciano Deos, diretor da agência, espera atingir este ano uma receita de R$ 15 milhões. "Com a nova operação de tecnologia, passamos a oferecer uma plataforma de serviços mais complexa e pudemos dar mais ênfase à estratégia de negócio dos clientes", enfatiza o empresário.

Uma das estratégias a que o executivo se refere é a de gestão da marca no meio digital, que ele chama de digital branding. Ele cita o trabalho que a agência está fazendo para aTelefônica. "Estamos ajudando a companhia a entrar no varejo, com foco na construção de modelos de loja interessantes. O digital branding nos auxilia a pensar, ao mesmo tempo, a loja física e digital", explica. Este ano a agência também conquistou um Leão de Prata no Festival de Cannes por um trabalho de design desenvolvido para a Claro na América Latina.

A Haus Design afirma ter sentido os efeitos da crise e espera ter o mesmo faturamento de 2008. "Sentimos uma parada no início do ano, mas após o primeiro trimestre voltamos a ter demanda de novos projetos, muitos para 2010", informa Gisela Schulzinger, diretora da agência, que espera crescer até 50% no ano que vem, com foco em empresas de médio porte em busca de reposicionamento. Este ano, fez o projeto de mudança da marca Castor, fabricante de ferramentas para pintura. "Redesenhamos a logomarca e embalagens e daremos início a um segundo projeto no ano que vem."

A 100% Design também sentiu a paralisação dos investimentos e, por conta disso, reviu custos. "Fomos mais flexíveis nos orçamentos e fechamos novos clientes, que ainda tem potencial para crescer no ano que vem", diz Patrícia Oliveira, sócia da agência, que já fechou projetos com empresas como Marilan, Havaianas, Todeschini e Boticário.

Cartão BNDES

As pequenas e médias empresas que possuem o cartão Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - 230 mil no total-, poderão contratar serviços de design utilizando esta forma de pagamento. O financiamento será liberado após a conclusão de um estudo que definirá os critérios de credenciamento das empresas brasileiras do setor.

O anúncio foi durante a Brazil Design Week, evento realizado na semana passada, em São Paulo. "Nossa expectativa é que a iniciativa triplique o faturamento das empresas do setor em três anos", afirmou Luciano Deos, presidente da Abedesign. Em operação desde 2003, o cartão oferece taxa de juros 0,97% ao mês e limite máximo de R$ 500 mil por unidade, podendo ter mais de um banco emissor. Em setembro deste ano, a instituição afirmou que já havia estendido os benefícios para serviços tecnológicos, além de design, modelagem de produto e desenvolvimento de embalagem, com a condição de que fossem executados por instituições científicas e de tecnologia.

Fonte: DCI

Nota do Caio: Em breve, estaremos reinaugurando o portal da Fantasy Publicidade e Propaganda, com muitas novidades para quem busca soluções de mercado e ponto-de-venda. Aguardem ! (www.fantasypublicidade.com.br)


Classes D e E ganham espaço no consumo

Classe C perde atratividade, enquanto camadas inferiores são cobiçadas pela indústria e comércio no Norte e Nordeste do País

A classe C, que até pouco tempo atrás era a mais cortejada pela indústria e pelo comércio, começa a perder a atratividade para as camadas inferiores, as classes D e E, que ainda têm pouco acesso ao crediário e a renda menos comprometida com outras despesas, como internet, TV a cabo e prestações do crédito consignado.

Segundo pesquisa da LatinPanel, a classe C das regiões Norte e Nordeste, que tem renda mensal familiar entre quatro (R$ 1.860,00) e dez salários-mínimos (R$ 4.650,00) gastou nos últimos 12 meses até setembro deste ano R$ 5,46 bilhões com alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza. Essa cifra é 35% menor que a desembolsada com esses mesmos produtos pelas camadas A e B da população que vive na região Sudeste. “As classes D e E passaram a ser olhadas com mais carinho pelos empresários porque estão saindo do estágio de consumo de subsistência”, afirma o economista chefe da LCA Consultores, Braulio Borges.
Isael Pinto, presidente da General Brands, que produz sucos em pó e pronto para beber, já detectou o potencial desse novo mercado. Faz um mês que a companhia, que é dona da marca Camp, lançou um novo suco em pó. Batizado de Fructos Plus, o suco é voltado para a baixa renda do Norte e Nordeste. O pacotinho de 20 gramas do novo suco em pó custa entre R$ 0,39 e R$ 0,45 no varejo e rende dois litros do produto já adoçado. O saquinho de 35 gramas da marca Camp, mais voltada para as classes B e C, sai por R$ 0,59 no varejo e rende um litro de suco, também adoçado. “Idealizei esse novo produto quando estava em uma vendinha no interior do Maranhão, em um dia em que a temperatura passava de 35 graus”, diz o empresário. Ele conta que observou uma senhora pobre fazendo as contas de quanto iria gastar para comprar suco para os seis filhos. “Percebi que havia uma oportunidade de mercado para um suco mais barato e com maior rendimento.”
O resultado dessa percepção do empresário já se traduz em números. No primeiro mês, já produziu e vendeu o pó para fazer o equivalente a 7,2 milhões de litros de suco. “Já penso em montar uma fábrica no Nordeste”, diz Pinto. Ele conta que o desempenho das vendas de todos os produtos da companhia para as classes D e E no Nordeste é três vezes superior ao registrado nas classes A e B no Sudeste. Além dos sucos, ele fabrica chiclete e outros confeitos.
A Perfetti Van Melle, fabricante da bala Mentos, é outra indústria que acaba de colocar no mercado produtos feitos sob medida para as classes D e E do Nordeste. Tatiana Checchia Gonçalves, gerente da marca, conta que lançou quatro sabores da bala em embalagens menores: no lugar de 14 unidades são 11, o que reduz em 27% o preço do produto. Antes mesmo de desenhar produtos com características específicas para a região, a empresa já vem colhendo bons resultados de vendas no Nordeste. No bimestre agosto/setembro, as vendas de dropes, pastilhas e caramelos da companhia na região cresceram 46% em valor na comparação com igual período do ano passado, enquanto na região Sudeste o acréscimo foi de 8%, nas mesmas bases de comparação.
A diretora da LatinPanel, Christine Pereira, responsável pela pesquisa, ressalta que há muitas oportunidades na região Norte e Nordeste para as indústrias de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Ela cita como exemplo cinco produtos que ainda têm pouca presença na cesta de compras da população local de menor renda em relação ao restante do País. São eles: creme de leite, leite condensado, maionese, molho de tomate e amaciante de roupas.

Indicadores apontam alta em comparação ao Sudeste

Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza.
Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel. No ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui essa mudança registrada no último ano a fatores conjunturais. Inflação em baixa que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário-mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8.200 domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários-mínimos (R$ 1.860,00) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários-mínimos (R$ 4.650,00).

Para o economista chefe da LCA Consultores, Braulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário-mínimo de 5,7% concedido neste ano. “O salário-mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste”, diz. Nas suas contas, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.

Além desse fator, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários-mínimos (R$ 2.325,00), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu o fôlego neste ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.

Seguradoras focam na baixa renda

As seguradoras começam a se preparar para atender à população brasileira de baixo poder aquisitivo. A Lei do Microsseguro, como tem sido chamada, ainda tem de ser votada pelo Congresso e só deve sair do papel em 2010. A lei pode abranger cerca de 100 milhões de brasileiros que hoje têm pouco ou nenhum acesso a este tipo de proteção. Eugênio Velasques, diretor-executivo do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, diz que há potencial para incluir até 85 milhões de pessoas neste mercado.

Fonte: Jornal do Comércio

Dados sobre inflação serão destaque na semana

No cenário doméstico, a semana será repleta de indicadores de inflação, com destaque para o IPCA de outubro que, de acordo com os economistas do mercado financeiro, tende a captar os aumentos recentes nos preços dos combustíveis e uma queda menor nos preços dos alimentos. Importante também será a divulgação do resultado das vendas do varejo em setembro, além do anúncio da Anfavea sobre a produção e vendas de veículos no mês passado.

No exterior, a agenda é fraca nos Estados Unidos, com feriado na quarta-feira, Dia dos Veteranos. Destaque para a Europa, onde as principais economias do continente divulgam dados preliminares sobre o PIB do terceiro trimestre. Espera-se que o relatório da zona do euro aponte o primeiro período de crescimento da região desde o primeiro trimestre de 2008.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

Cadastro Positivo pode reduzir juros em 50%

O Cadastro Positivo de devedores já tem 8,5 milhões de pessoas registradas, disponíveis para a consulta de 19 instituições financeiras e redes de varejo no País. As verificações começaram a ser feitas em pequena escala, e o mercado aposta que, ano que vem, o recurso terá importância cada vez maior na formação dos juros ao consumidor no ato de concessão do empréstimo. Para o Sindicato das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (Secif), a expectativa de redução dos juros é de 50% para bons pagadores.

José Arthur Assunção, presidente do Secif, afirma que o Cadastro Positivo é mais justo, porque reserva os juros menores aos bons pagadores e transfere as altas taxas aos que têm problemas de inadimplência.

"Até então, essas taxas são diluídas para todos, sem distinção. No fim das contas, o bom pagador arca com o risco do mau. Com as informações do cadastro, será mais fácil negociar taxas específicas, de acordo com o perfil. As taxas das financeiras, por exemplo, podem cair de 13% para 6% ao mês, dependendo do cliente e seu histórico", explica.

Assunção destaca que a formação do cadastro vem em um momento bom para a economia brasileira. "Passados o susto e o enorme medo de setembro de 2008 a junho de 2009, o crédito está sendo retomado consistentemente. Teremos no dia 31 de novembro o pagamento da primeira parcela do 13º salário, a entrada da segunda parcela até 20 de dezembro e o pagamento do superlote do Imposto de Renda, que vai irrigar a economia com mais R$ 2,6 bilhões", afirma, enquanto o setor prepara a tradicional campanha de renegociação de dívidas que antecede o Natal.

Este ano, segundo o professor da Fundação Getulio Vargas, Istvan Kasznar, o público deve crescer, com a inclusão dos informais no Cadastro Positivo, avaliados por seu comportamento como pagadores - e não pelo contracheque. Há estudo sobre informalidade coordenado pela professora Beatriz Flores, também da FGV, que aponta economia paralela no País de 55% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Cria-se uma nova modalidade. No Município do Rio, temos 6 milhões de pessoas, 30% moradores de favelas. Temos então 1,8 milhão. Retirando-se as crianças, os potenciais tomadores podem ser 900 mil. Imagine se tomam R$ 100 para pagar em prestações de R$ 10? São R$ 90 milhões na economia. E se alguns tomarem R$ 500, por exemplo. E mesmo os R$ 100 podem representar um liquidificador novo e um ferro de passar. Essa possibilidade altera profundamente a vida e o perfil do consumidor hoje classificado como cliente de baixa renda", diz Kasznar.

Campanha para limpar nome no Natal

Financeiras e bancos esperam os consumidores que receberem o dinheiro do IR e do 13º salário com uma nova campanha, a fim de saldarem dívidas pendentes para virada de ano com nomes limpos e condições de tomarem novo crédito.

Para quem acumula débitos de 90 a 180 dias, as empresas de crédito oferecem 40% de abatimento nos juros. De 180 a 360 dias, as taxas de juros são totalmente retiradas. Acima de 360 dias, além de 100% de desconto dos juros, as financeiras admitem reduzir o valor do principal da dívida, dependendo do caso. Há empresas que estão negociando dívidas de 180 dias, retirando 50% da multa e dos juros. "Cada empresa negocia individualmente o perdão", afirma José Artur Assunção, presidente do Secif.

Inclusão na lista de devedor sem aviso

As associações de defesa de consumidores criticaram a Súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que dispensa a obrigação da comunicação de inscrição em cadastro de proteção ao crédito sem aviso de recebimento (AR).

Segundo a Pro Teste, mesmo que ainda esteja resguardado o direito a informação prévia, sem o AR, o consumidor terá que se prevenir, avisando sempre a mudança de endereço em caso de dívida em andamento, por exemplo. "Na prática, esqueceram do consumidor", avalia Maria Inês Dolci, coordenadora da instituição. Em caso de inserção indevida, o consumidor ainda perderá tempo, por ter que acionar judicialmente o fornecedor para que prove ter enviado comunicação prévia antes da negativação.

Fonte: Portal Terra
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